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Sábado, Janeiro 19, 2008
Corpos que voam
por Editoria de Cultura / Carta Capital
Não vi, mas quero muito ver depois de ler este texto!
O novo filme de Gus Van Sant, Augusto Boal candidato ao Nobel da Paz e a fotografia de David LaChapelle
Os vazios do mundo em Paranoid Park, de Gus Van Sant
O cinema de Gus Van Sant transpira uma contemporaneidade artística que é quase reconfortante. Não porque falte inquietação à sua obra – ao contrário –, mas porque seus filmes, desde Gerry (2002), reintegram o cinema a uma dimensão que alguns consideram perdida.
A realização de Van Sant é, a um só tempo, circunspecta e espetacular. Lírica e violenta. Ele é a prova de que, para retratar o estado de coisas do mundo, não é preciso aderir aos códigos deste mesmo mundo. Não há necessidade de reproduzir a crueldade para falar da violência.
Em Paranoid Park, baseado no romance de Blake Nelson, em cartaz no Brasil a partir da sexta-feira 25, o cineasta norte-americano dá um passo além no terreno estético que armara em Elefante (2003), um poema visual sobre o massacre na escola de Columbine, nos Estados Unidos. Seu protagonista é, de novo, um adolescente. Mas a morte, desta vez, não é produto de uma sociedade doente. É mero acidente.
A narrativa desenrola-se a partir de uma carta escrita por Alex (Gabe Nevins). O relato é confuso e desordenado. O sentido do que vemos vai sendo montado pela voz juvenil que entremeia alheamento e culpa. A princípio, só sabemos que o garoto de uma estranha beleza loira, rosto impenetrável e sensível, vive em certa solidão e é fascinado pelo Paranoid Park, uma pista de skate de aura marginal.
Impossível não relembrar o Van Sant de Drugstore Cowboy (1989) e Garotos de Programa (1991), filmes anteriores à sua fase hollywoodiana (em meados dos anos 1990) que tateavam a mente dos protagonistas. A cena em que Alex toma banho, numa referência clara ao famoso chuveiro de Hitchcock em Psicose, é exemplar desse cinema em que os sentimentos importam mais do que os fatos.
A câmera calma, que nos dá a sensação de corpos rarefeitos, transforma a tela de cinema num espaço da contemplação. Mesmo que árdua. As imagens de Alex, ora sobre as rodas do skate, ora caminhando com vagar, nos fazem refletir sobre os vazios do mundo e também sobre as possibilidades do cinema atual.
[postado por Garoto da Montanha - 10:18 AM]
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Quinta-feira, Dezembro 13, 2007
Heart of Glass (We own the night)
Amei o filme A noite nos pertence (We own the night), com o Joaquin Phoenix. Primeira cena: pessoas dançando numa boate (El Caribe), ao som da musica Heart of Glass, do Blondie. Senti uma vontade de estar numa danceteria e dançar muito naquele momento. Se segue uma cena muita sensual entre o Phoenix e a mocinha do filme. Vejam no clip como a bela loira do Blondie, com sua voz tão suave, dança desconcertada. E os rapazes fazem coisas do tipo “nada a ver”.
[postado por Garoto da Montanha - 11:09 PM]
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Quinta-feira, Novembro 29, 2007
Notícias de Mim
Passei aqui para tirar o mofo e escrever enquanto ouço o The Smiths. Bem, tenho feito coisas interessantes neste intervalo de tempo. Entre curso de Qi Kong (parecido com o Tai Chi Chuan), visitas quinzenais a uma psicóloga e escrito minha tese. Um final de semana em Roma (comidas, charme, beleza). E estou contente pois estou melhor no inglês.
Em tempo. Estou vivo. Adoro a voz deste cara. Abraços,
[postado por Garoto da Montanha - 8:17 PM]
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Domingo, Outubro 07, 2007
Aprendi que o outono é a estação mais linda no hemisfério norte.
Aprendi que A Marcha Fúnebre, de Chopin, é uma canção muito bela.
Gosto de caminhar sobre as folhas amarelas, sobre os frutos secos. Estes se estalam com a força de meus pés e isto é um prazer frugal.
Descobri, finalmente, que é o RadioHead que canta esta linda canção, ouvida nesta tocante campanha de Síndrome de Down.
Obrigado por este lindo fim de semana, Senhor!
[postado por Garoto da Montanha - 12:56 PM]
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Domingo, Setembro 30, 2007
Não darei mais presentes aos meus sobrinhos. É assustadora a quantidade de “coisinhas de plástico” que eles têm, nem ligam para e fica lá amontoada pela casa. Eu tinha alguns carrinhos de plástico e zelava deles com tanto amor. Hoje é a quantidade. Criamos um exército de pequenos grandes consumidores. E as mães vão sempre achar que é preciso mais uma chupeta, um novo móbile que vai exercitar a imaginação do pequeno. Bebê é atraído por coisas como a lâmpada apagada. E sabe-se lá a viagem que fazem.
[postado por Garoto da Montanha - 12:08 PM]
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